O que quero de ti, meu querido (ano novo)❤

Muitos dirão que o tempo dos desejos de ano novo já expirou; que a meio do primeiro mês já é tarde de mais. Lembra-me a discussão de até quando é aceitável desejar “Feliz Ano Novo” aos outros… por mim até quando nos sentirmos em modo de recomeço. E eu ainda me sinto em pleno processo de balanço do ano velho e de sonhar um novo capítulo.

Talvez o fato de ter visto o meu ambicionado final de ano tranquilo e em auto-reflexão ser bruscamente interrompido por um estúpido acidente, e por ter iniciado a primeira semana de 2022 em modo defensivo contra o intruso SARS-CoV II que resolveu rondar muito perto, me faça sentir que o processo de transição ficou suspenso. Apetece-me ainda não ter começado o tal “livro em branco” do novo ano. Não gosto de ver as primeiras páginas de um qualquer caderno rasuradas e rabiscadas de palavrões!

O “estúpido acidente” vai valer-me uma cirurgia reconstrutiva do ligamento cruzado anterior do joelho direito, seguida de 6 meses de recuperação. Estou convicta de conseguir fazer isto em menos tempo, mas isso é provavelmente a minha positividade a querer muito. Pelo menos já sei qual é o caminho e estou naturalmemte desejosa de o começar. Maior desafio que o do desconforto atual é a inquietação de me saber altamente condicionada para as atividades que me equilibram: a dança, corrida, longas caminhadas e “bicho-carpintancice” habitual. Estes são os escapes e rotinas que me equilibram e o desafio será agora substituí-los por outros prazeres que me sejam permitidos, pelo menos até ser Verão e poder mergulhar no mar e estender-me ao sol!

Depois temos esta história da Pandemia sem fim à vista. Verdade que a cada vaga vemos um bocadinho mais de “luz ao fundo do túnel” mas todos nos sentimos no limite em relação ao medo, insegurança e distanciamento que esta emergência sanitária nos trouxe. Estamos mais desconfiados, intolerantes e mentalmente exaustos, infelizmente. Pessoalmente sinto-me como se numa zona de rebentação de ondas, a levar “porrada” e a sumergir sob a força da água, e quando consigo voltar à tona e recuperar o ar logo vejo outra onda ameaçadora a chegar. Mas a sequência e intensidade das ondas vai diminuir e acredito que 2022 vai nos possibilitar mais liberdade e, quem sabe, devolver-nos os abraços perdidos.

Felizmente nem tudo são coisas menos positivas neste final/começo de ano. Começo 2022 com um novo desafio profissional que muito me entusiasma e que me faz sonhar com pessoas a conhecer, projectos a desenvolver e objectivos a conquistar. Sinto ser um privilégio trabalhar com um propósito entusiasmante: o de melhorar a vida das pessoas no que à Saúde diz respeito. Poder levar esse propósito a um patamar diferente com uma abrangência maior faz-me abraçar este desafio com enorme excitação!

Então o que espero para este ano? Espero muito… mesmo muito. Sonho com os sítios a visitar, com as viagens a realizar. Quero levar a bom porto alguns projectos iniciados e começar outros tantos. Desejo continuar a aprender sobre os outros, mas principalmente sobre mim mesma. Quero solidificar a minha tranquilidade e bem-estar emocional, mas ainda assim apaixonar-me incondicionalmente. Peço saúde. Quero continuar (muito) próxima da minha família e amigos do coração. Com eles quero rir-me até chorar, chorar de verdade quando necessário, saltar de contentamento e deslumbramento, contemplar a beleza da vida e do Mundo, e abraçar muitíssimo! Quero tudo e todos, sem direito a negociações.

Que seja 2022 estrondosamente feliz para todos!

Carla

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