O tema de hoje é muito sério e cada vez mais atual.
Faço parte do clube de pessoas para quem o Amor é o bem mais importante que possui e dos que acreditam que é o mesmo que nos define como seres pensantes e emocionais; e em contrapartida, para quem qualquer forma de ódio parece sempre gratuita, ineficaz e uma absoluta perda de energia. De energia preciosa para nos dar alento nesta Vida (a maior parte das vezes) desafiante e consumidora. A última coisa que precisamos é de gerar, de propagar ou de multiplicar manifestações de ódio.
Dou por mim invariavelmente surpreendida e desgostosa quando assisto ao extravasamento de ódio e agressão para com os outros, tantas vezes sem qualquer motivo aparente ou “trigger” que possa justificar esse tipo de respostas. Porque o ódio e desamor NUNCA é a resposta.
Nos dias de hoje é frequente assistir nas redes sociais a comentários absolutamente maldosos e agressivos para com o próximo. Uma qualquer afirmação ou opinião mostrada por um incauto publicante é passível de gerar verdadeiras polémicas com infindáveis agressões e insultos escritos, visíveis para todos os que estejam a seguir a publicação. Tenho a certeza que numa situação presencial nem um terço dos insultos seriam proferidos, mas estar a coberto do dispositivo que usam parece levar algumas pessoas a enlouquecer e esquecerem-se dos seus filtros sociais. Tornam-se animalescos!
Há poucos dias fui o alvo de uma manifestação de ódio por parte de pessoa não identificada e que me chegou via redes sociais. Tratou-se um episódio pontual, súbito e totalmente inesperado. Foi um ataque cobarde e mesquinho uma vez que foi feito a coberto do anonimato. Ora sempre me ensinaram a não dar crédito a afirmações ou acusações anónimas. Exceção para as situações de sério risco á integridade do denunciante, claro. Não é o caso. Tratou-se de um ataque directo á minha pessoa, com um conteúdo difamatório e com a clara intenção de fazer danos. Não fez. Mas deixou-me muito apreensiva com a (falta de) saúde mental do(a) agressor(a).

Passada a surpresa inicial dei por mim a pensar o que poderia ter desencadeado tal ataque. Eu sou uma pessoa absolutamente comum, sem qualquer pretensão a reconhecimento público, que não se consegue lembrar quem lhe possa ter ódio de qualquer natureza, que não trata mal os outros e que (penso eu) não se dá a ares de importante. Por isso não entendi de onde veio o ataque. Fala-se e escreve-se muito sobre este fenómeno atual dos “haters” e “cyber-bullying”, mas realmente pensei que os alvos preferenciais eram as figuras públicas por serem potenciais desencadeadores de invejas e frustações em pessoas com baixa auto-estima. Eu não sou milionária ou figura pública; não há grandes razões para invejas alheias.
Só pode haver uma razão para o sucedido. Alguém que não me é próximo (notório na espécie de ameaça que deixou) terá tido acesso ao meu perfil de Facebook , ou publicações deste blog, e enervou-se. Poderá ser por não concordar com opiniões que terei partilhado? Talvez… mas não me parece. Será por não se identificar com a minha postura nas redes sociais? Talvez… mas a boa notícia é que não precisa de incomodar, basta bloquear-me (existem uns tutoriais fantásticos no YouTube para quem não souber como se faz). Será porque a minha boa disposição e atitude positiva o(a) incomoda? Aposto nesta. E nesse caso devo ter dó desta pessoa. Tem de estar num estado de saúde deplorável se tira algum tipo de divertimento desta ação ou se utiliza estes “ataques” como escape às suas frustações. Existem pessoas tão doentes que criam, muitas vezes múltiplos, perfir falsos para poderem construir toda uma realidade paralela onde (pensam que) se encontram a salvo das consequências das suas perseguições.
Tinha pensado não mostrar a mensagem que recebi porque também acredito que não devemos “dar palco” a este tipo de manifestações. Por outro lado estou convencida que temos de denunciar, falar, debater e arranjar soluções para estes comportamentos cada vez mais desviantes e perigosos. Perigosos para vítimas e agressores. Resolvi partilhar porque talvez possa ajudar outras pessoas que sejam alvo do mesmo tipo de ódio.

Voltando ao início, atitudes positivas atraem atitudes positivas. O Amor atrai e desencadeia mais Amor. Mas o contrário também é verdade. A terceira lei de Newton, também chamada de Lei da ação-reação, descreve o comportamento de um sistema quando este interatua com outro sistema, exercendo-se forças simultâneas. De forma resumida, se um corpo exercer uma força sobre outro corpo, o primero vai sofrer uma ação de reação de direcção contrária e de igual intensidade. Simples assim.
Deixo então a minha mensagem de resposta ao “Vasco João”: “Obrigada pela sua opinião tão construtiva. Felizmente os seus comentários sobre as minhas características físicas não encontram eco na minha auto-imagem. Não se incomode a avisar o meu (inexistente) marido de coisa alguma. Aconselho-o(a) vivamente a consultar um profissional de saúde e falar-lhe desta sua compulsão pelo insulto. Força e votos sinceros de rápidas melhoras!”
Carla

wow!! 42O que quero de ti, meu querido (ano novo)❤
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